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17 de out. de 2026

Climatologia na UECE: 34 Questões de Vestibulares Anteriores com Gabarito (2020–2026)

 

QUESTÃO 01 — (UECE, 2020.1) — 1ª fase

No cinturão de diversidade biológica do planeta – que tornou possível o advento do homem – a Amazônia se destaca pela extraordinária continuidade de suas florestas, pela ordem de grandeza de sua principal rede hidrográfica e pelas sutis variações de seus ecossistemas, em nível regional e de altitude. Trata-se de um gigantesco domínio de terras baixas florestadas, disposto em anfiteatro, enclausurado entre a grande barreira imposta pelas terras cisandinas e pelas bordas dos planaltos Brasileiro e Guianense.

Ab´Saber, Aziz. Os domínios de natureza no Brasil. Potencialidades paisagísticas. São Paulo. Ateliê Editorial. 2003. p. 65.

Considerando o excerto acima e o que se sabe sobre a Amazônia, analise as seguintes afirmações:

I. Enquanto o sul da Amazônia Brasileira é dominado por chuvas de verão entre janeiro e março, o norte da região recebe chuvas maiores durante o verão boreal entre maio e julho.

II. Na Amazônia, os igarapés são cursos d’água de primeira ou segunda ordem, componentes primários de tributação de rios pequenos, médios e grandes.

III. As mudanças climáticas, na região amazônica, que resultaram em climas mais úmidos e menos sazonais foram responsáveis pela geração de novas condições de solo e expansão da floresta. Está correto o que se afirma em

(A) II e III apenas.

(B) I e III apenas.

(C) I, II e III.

(D) I e II apenas.

QUESTÃO 02 — (UECE, 2020.1) — 1ª fase

A Bacia do São Francisco é uma das mais importantes do Brasil. Quanto ao seu regime hidroclimático, é correto dizer que essa bacia

(A) apresenta um regime tropical perene na nascente e nos afluentes da margem esquerda, e em outros setores apresenta regime semiárido intermitente.

(B) tem como característica um sistema perene, com tendências de enchentes no inverno e vazantes no verão.

(C) apresenta características idênticas ao regime fluvial equatorial, com precipitações médias de 2.900mm/ano.

(D) se caracteriza pelo regime temperado perene, com precipitações anuais de até 1.400mm em suas nascentes, na região de um dos seus afluentes que é o rio Urubupungá.

QUESTÃO 03 — (UECE, 2020.1) — 2ª fase

“O uso planejado e sustentável da terra na Amazônia pode minimizar drasticamente a degradação florestal, na região, provocada pelo aumento de incêndios devido às mudanças climáticas. Esta é a conclusão do estudo, publicado nesta segunda-feira (15/07) na revista Global Change Biology pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em colaboração com o Centro de Pesquisa e Monitoramento de Desastres (Cemaden) e as universidades de Exeter (Reino Unido) e de Estocolmo (Suécia). ”

INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Manejo sustentável pode salvar a Amazônia das queimadas. São José dos Campos-SP, 15 de julho de 2019. Disponível em: http://www.inpe.br/noticias/noticia.php? CodNoticia=5158

O estudo, cuja conclusão é citada no trecho acima, é intitulado “Efeitos de cenários de mudanças climáticas e de uso do solo na probabilidade de fogo durante o século 21 na Amazônia brasileira”. Considerando esse estudo e o conhecimento que se tem sobre as queimadas na Amazônia, é correto concluir que

(A) a combinação entre um cenário pessimista de mudança climática associado às conversões de floresta em sistemas agropastoris não manejados, pode intensificar as queimadas na região.

(B) os prejuízos das queimadas na Amazônia afetam, exclusivamente, os produtores rurais, a saúde da população, o transporte de pessoas e cargas no estado do Pará.

(C) no ano de 2017, registrou-se o menor número de queimadas na Amazônia desde o início das medições.

(D) o aumento do número de queimadas na Amazônia se dá pela redução das chuvas, na região, oriundas da umidade do Oceano Pacífico.

QUESTÃO 04 — (UECE, 2020.1) — 2ª fase

“Uma das principais características que distinguem os climas da porção Sul, do restante do País é a sua maior regularidade na distribuição anual da pluviometria, associada às baixas temperaturas do inverno.”

Mendonça, F. Climatologia, noções básicas e climas do Brasil. São Paulo. Oficina de Textos. 2007.

Essas características, que definem o clima subtropical úmido presente na região Sul do Brasil, são resultantes da

(A) combinação da atuação das massas de ar polar atlântica (MPA) e equatorial atlântica (MEA).

(B) associação entre posição geográfica, relevo e atuação dos sistemas atmosféricos intertropicais e polares.

(C) atuação de massas equatoriais continental e marítima (MEC e MEAN).

(D) área de transição entre os climas quentes e úmidos, que predominam mais ao norte, e tropicais da região Sudeste.

QUESTÃO 05 — (UECE, 2020.1) — 2ª fase

O conceito de desertificação está associado à degradação das terras nas zonas áridas, semiáridas e subúmidas secas, que ocorrem como a síntese das variações climáticas, ao longo do tempo e das atividades humanas relacionadas aos processos de uso e ocupação. Sobre esse processo, no Ceará, é correto afirmar que

(A) do ponto de vista socioeconômico e ambiental, não ocorreram migrações de populações para os centros urbanos.

(B) dentre suas causas estão fatores como o uso intensivo do solo na agricultura e o extrativismo de madeira.

(C) sinais evidentes de erosão laminar, sulcos e voçorocas são indicadores de recuperação espontânea de áreas em processo de desertificação.

(D) dentre os municípios cearenses que apresentam áreas com avançado processo de desertificação estão Jaguaribe, Jaguaretama e Aratuba.

QUESTÃO 06 — (UECE, 2020.2) — 1ª fase

A dimensão do território brasileiro, certamente, é um dos fatores responsáveis pela diversidade climática e paisagística. Considerando a relação entre clima e paisagem no Brasil, é correto concluir que

(A) dos elementos que compõem a paisagem, os relevos cristalinos são os únicos que não respondem à ação do clima.

(B) o semiárido brasileiro recebe os maiores aportes pluviométricos durante o período do inverno.

(C) na zona equatorial, em sua porção setentrional, existe uma faixa de transição entre os climas quentes e frios que atuam no país.

(D) a maior parcela do território brasileiro está inserida na zona climática equatorial.

QUESTÃO 07 — (UECE, 2021.1) — 2ª fase

Leia com atenção a seguinte definição de áreas desérticas: “Região natural caracterizada pela pequena precipitação de chuvas muito irregular. Nas regiões desérticas quentes temos formas de relevo e alterações de rochas específicas como os ergs, hamadas, regs, rios cuja a rede hidrográfica não tem hierarquização, freikanter, verniz do deserto, grande intensidade de desagregação mecânica, dunas, etc”.

Guerra, A. T. Dicionário geológico-geomorfológico. 8. ed. Rio de Janeiro. 1993.

O trecho acima se refere a uma definição e características de áreas desérticas. Sobre essas feições, é correto dizer que

(A) geralmente não possuem solo do ponto de vista pedológico e, quando existem, podem ser muito pobres e com características arenosas ou rochosas. Feições como dunas e montanhas podem ser encontradas nestas áreas.

(B) os desertos são regiões áridas ou semiáridas com baixos índices pluviométricos, contudo apresentam uma boa distribuição de recursos naturais, fato que favorece a ocorrência das abundantes fauna e flora características destas paisagens.

(C) o Deserto de Gobi encontra-se na porção mais ao norte do Oriente Médio, entre a Mauritânia, Tunísia e o Niger. As feições predominantes nesta área são grandes dunas e algumas montanhas rochosas, onde se desenvolvem fauna e flora bastante diversificadas.

(D) o Deserto do Atacama fica na região norte do Chile e caracteriza-se por ser o deserto mais baixo do mundo, com aproximadamente 2.250 metros abaixo do nível do mar.

QUESTÃO 08 — (UECE, 2021.1) — 2ª fase

Nas áreas mais densamente urbanizadas, é comum a ocorrência de um fenômeno complexo conhecido como ilha de calor, que ocorre, dentre outros fatores, pela absorção do calor, por mais tempo, dos materiais utilizados pela construção civil, além da contribuição da circulação de carros, ônibus e caminhões. Considerando a relação entre a cidade, o clima urbano, as ilhas de calor e a vegetação nas áreas urbanas, analise as seguintes afirmações:

I. De maneira geral, a vegetação pode melhorar a qualidade do ar nas áreas urbanas, porque absorve o CO2 e o devolve para a atmosfera.

II. As cidades podem ser consideradas lugares de efetiva interação entre o homem e a natureza, pela concentração da população socialmente estruturada e pela forma como o espaço é produzido.

III. As ilhas de calor apresentam características particulares atreladas ao momento e à intensidade de sua ocorrência, por isso podem variar de acordo com cada cidade.

IV. As temperaturas do ar nas áreas urbanas são mais elevadas em consequência da alta absorção do calor do Sol. Está correto somente o que se afirmar em

(A) I, II e III.

(B) I, III e IV.

(C) I, II e IV.

(D) II, III e IV.

QUESTÃO 09 — (UECE, 2021.1) — 2ª fase

Leia com atenção o texto a seguir: “As mudanças climáticas antropogênicas estão associadas às atividades humanas com o aumento da emissão de gases de efeito estufa, de queimadas, com o desmatamento, a formação de ilhas urbanas de calor, etc. A Amazônia desempenha um papel importante no ciclo de carbono planetário, e pode ser considerada como uma região de grande risco do ponto de vista das influências das mudanças climáticas”.

Nobre, C. A.; Sampaio, G.; Salazar, L. Mudanças climáticas e Amazônia. Ciência e Cultura. 2007.

Considerando os aspectos que envolvem o bioma amazônico e as mudanças climáticas, atente para as seguintes afirmações:

I. As variações das chuvas na Amazônia estão relacionadas à temperatura da superfície do mar no Atlântico tropical. Esta condição, entre outras, afeta a Zona de Convergência Intertropical – ZCIT.

II. O bioma amazônico compreende uma área de aproximadamente 4,2 milhões de km², distribuída entre 9 estados brasileiros, compreendendo ecossistemas como florestas densas de terra firme, florestas estacionais, florestas de igapó, campos alagados, várzeas, savanas, refúgios montanhosos e formações pioneiras.

III. O risco dos impactos das mudanças climáticas na Amazônia aumenta ainda mais quando se somam, ao aquecimento global, as alterações de vegetação resultantes das mudanças dos usos da terra, notadamente os desmatamentos das florestas tropicais e dos cerrados. Está correto o que se afirmar em

(A) I e II apenas.

(B) I e III apenas.

(C) II e III apenas.

(D) I, II e III.

QUESTÃO 10 — (UECE, 2022.1) — 1ª fase

Leia com atenção o seguinte texto: “As projeções indicam diferenças robustas nas características climáticas regionais, e incluem os seguintes incrementos: na temperatura mínima e máxima do ar próximo à superfície para todas as regiões do País; nos extremos de calor, em particular no norte do País, na ocorrência de chuva intensa no Sul e Sudeste do Brasil; e na probabilidade de secas e déficits de chuva em algumas regiões da Amazônia e Nordeste”.

Marengo, J. A., Rodrigues-Filho, S., & Santos, D. V. (2021). Impacts, Vulnerability and Adaptation to Climate change in Brazil. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/sust/article/view/35624

Considerando os fatores políticos e socioeconômicos, além dos fatores ambientais como clima, vegetação, solo e recursos hídricos, são apontadas como entraves as relações de vulnerabilidade e adaptação às mudanças climáticas no Brasil. Dentre esses entraves, verifica(m)-se

(A) a dificuldade de articulação entre diferentes instituições e políticas públicas, assim como a interferência da incerteza climática nas ações de planejamento na gestão dos recursos hídricos.

(B) o aumento anual dos volumes de chuva têm provocado escassez hídrica e redução dos volumes nos reservatórios responsáveis pela geração de energia.

(C) a ausência de uma política nacional de recursos hídricos que possa ser utilizada como um instrumento de gestão a fim de orientar o uso correto dos recursos hídricos através de metas e programas.

(D) a falta de mecanismos, instrumentos e instituições que possam prever com antecedência eventos extremos como secas e ondas de calor.

QUESTÃO 11 — (UECE, 2022.1) — 1ª fase

“Uma rápida e discreta perda da tropicalidade, sobretudo no que diz respeito às temperaturas médias, é a principal característica física do Brasil meridional. Trata-se de uma condicionante climática que tornou possível a ampla e contínua instalação de um domínio de natureza extratropical [...].”

Ab’ Saber, A. N. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo. Ateliê Editorial, 2003. p.101.

O excerto acima faz referência ao domínio morfoclimático brasileiro conhecido como

(A) Amazônico.

(B) Caatinga.

(C) Campos de inselbergs.

(D) Planalto de araucárias.

QUESTÃO 12 — (UECE, 2022.1) — 2ª fase

“O sistema clima urbano – SCU visa compreender a organização climática peculiar da cidade e, como tal, é centrado essencialmente na atmosfera que, assim, é encarada como operador. Toda a ação ecológica natural e as associações aos fenômenos da urbanização constituem o conjunto complexo sobre o qual o operador age.”

Monteiro. C. A.F. Teoria e clima urbano. Mendonça, F.; Monteiro, C. A. F. Clima Urbano. São Paulo. Contexto. 2009.p.21.

As cidades têm sido cada vez mais um lugar onde a interação entre a sociedade e a natureza têm suscitado diversos tipos de conflito, com repercussões que levam à degradação ambiental de forma espacial e temporal. Considerando a questão climática e a degradação ambiental nas áreas urbanas, é correto afirmar que

(A) inundações, enchentes, poluição atmosférica e ilhas de calor são elementos de destaque nos climas urbanos. A gênese desses processos está ligada a aspectos termodinâmicos, físico- químicos e hidrometeóricos: contudo, esta análise climatológica não favorece o estudo das problemáticas socioambientais urbanas.

(B) a preocupação com a problemática da qualidade ambiental nas áreas urbanas e os primeiros estudos relacionados ao clima urbano no Brasil tiveram início entre os anos 1950 e 1960, com a intensificação do processo de urbanização.

(C) se tem observado, nos últimos 50 anos, que o estado de equilíbrio e estabilidade na atmosfera urbana estão se consolidando em função do dinâmico e coerente crescimento do espaço urbano, sobretudo nas áreas densamente urbanizadas.

(D) é possível concluir, a partir de uma análise ecológica do sistema urbano, que não há como estabelecer uma relação de interação entre o clima e elementos bióticos e socioculturais responsáveis pela qualidade de vida da população.

QUESTÃO 13 — (UECE, 2022.1) — 2ª fase

“A regulamentação do mercado global de carbono foi um dos tópicos principais das negociações realizadas na COP 26, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas realizada entre 31 de outubro e 12 de novembro deste ano em Glasgow, no Reino Unido. O mecanismo permite que nações que superarem as metas de redução de emissões de gases do efeito estufa comercializem esse excedente para os países que não forem capazes de diminuir para o nível necessário.”

Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas- noticias/2021/11/23/mercado-de-carbono-o-que-e- contribui-para-reduzir-emissoes.htm

A conservação dos recursos naturais frente à degradação ambiental e as ações de controle e adaptações às mudanças climáticas são desafios globais que têm a regulamentação do mercado de carbono como elemento fundamental nesse processo. Uma prática que pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa é

(A) a fixação biológica de nitrogênio no solo.

(B) a mudança da matriz energética com o aumento do número de usinas hidrelétricas.

(C) o aumento da criação de gado em sistema de confinamento.

(D) o estímulo ao uso de adubos nitrogenados na agricultura.

QUESTÃO 14 — (UECE, 2022.2) — 1ª fase

“A estrutura vertical de uma floresta, que depende da composição das espécies, das associações ecológicas e da idade da vegetação, determina o seu microclima. [...] O tamanho das árvores, obviamente, é importante. Em florestas temperadas, os tamanhos podem ser bastante semelhantes, ao passo que, em florestas tropicais, pode haver grande variedade local.”

Barry, R. G.; Chorley, R. J. Atmosfera, tempo e clima. Porto Alegre. Bookman, 2013. p. 399.

A relação entre o clima e a vegetação ocorre de forma dinâmica e interdependente, além de ser absolutamente vital para a manutenção da biosfera. Com base na relação, expressa no excerto acima, é correto inferir-se que

(A) as estruturas verticais homogêneas nas florestas tropicais e nas florestas temperadas têm efeitos espaciais e microclimáticos importantes.

(B) dadas as suas características de distribuição espacial e densidade, as grandes florestas tropicais equatoriais exercem influência pouco significativa nos mecanismos climáticos regionais.

(C) a influência climática de uma floresta pode ser explicada por sua geometria, distribuição espacial e características morfológicas tais como, porte, cobertura, estratificação e idade.

(D) algumas florestas da Europa são bastante estratificadas, com densos sub-bosques, enquanto as florestas tropicais têm uma pequena variedade de espécies, em virtude da sua relação com o clima.

QUESTÃO 15 — (UECE, 2022.2) — 2ª fase

O período de chuvas no Ceará ocorre entre os meses de fevereiro a maio, por ocasião da atuação da zona de convergência intertropical. Como consequência desse processo, observa-se, no ambiente,

(A) redução dos processos erosivos e de transporte nos leitos fluviais.

(B) redução do deflúvio superficial e do escoamento vertical da água.

(C) aumento do escoamento superficial e da recarga dos aquíferos subterrâneos.

(D) aumento dos processos erosivos e inexistência da evapotranspiração.

QUESTÃO 16 — (UECE, 2022.2) — 2ª fase

“As características climáticas da Região Sudeste refletem a situação do escoamento atmosférico médio, condições oceânicas vizinhas e a situação dos centros de ação e perturbações gerais, que influenciam a penetração dos sistemas atmosféricos.”

Nunes, L. H.: Vicente, A. K.; Candido, D. H. Clima da Região Sudeste do Brasil. Cavalcante, I. et al. Tempo e clima no Brasil. Oficina de Textos. 2009.

Considerando as características gerais do clima da Região Sudeste do Brasil, é correto afirmar que

(A) a zona de convergência do Atlântico Sul, associada ao escoamento convergente oriundo do sul da Amazônia, é responsável pela geração de importantes áreas de instabilidade no verão.

(B) o regime de precipitação apresenta, no norte dessa região, um regime típico de monção, com a estação chuvosa iniciando na primavera e terminando no início do outono.

(C) a situação geográfica subtropical dessa região garante a maior amplitude do ciclo anual de precipitação e temperatura no Brasil, com o maior contraste entre o inverno e o verão.

(D) ocorre um ciclo de precipitação anual do tipo unimodal com um único máximo na estação chuvosa, indicando um regime subtropical de monções em grande parte da região.

QUESTÃO 17 — (UECE, 2023.1) — 2ª fase

O domínio climático subtropical úmido ocorre entre as latitudes de 25° a 30° Norte e Sul. As precipitações nesse tipo de clima ocorrem durante todo o ano e têm seus maiores volumes pluviométricos durante o verão. Também são características desse domínio climático

(A) o avanço frequente de massas polares e perturbações ciclônicas durante o inverno, que podem provocar temperaturas baixas na região sul do Brasil e sudeste da África, onde predomina essa tipologia climática.

(B) a forte ação da Zona de Convergência Intertropical, através da atuação das massas de ar equatoriais e das massas de ar tropicais marítimas quentes e úmidas, que provocam precipitações abundantes, fato que justifica a intensa pedogênese nos solos afetados por esse tipo de clima.

(C) a sua ocorrência na América Central, em Madagascar, nas Filipinas e no nordeste da Austrália, onde a precipitação média anual fica em torno de 2000 mm, apresentando, também, uma pequena estação seca e temperaturas constantemente elevadas.

(D) a sua predominância nas regiões setentrionais da América do Norte e da Eurásia, com uma amplitude térmica significativa, precipitações elevadas e controladas pela atuação de massas de ar de origem continental e oceânica.

QUESTÃO 18 — (UECE, 2023.1) — 2ª fase

“Vendo a avó sair do quarto do santuário, Conceição, que fazia as tranças sentada numa rede ao canto da sala, interpelou-a: — E nem chove, hein, Mãe Nácia? Já chegou o fim do mês... Nem por você fazer tanta novena... Dona Inácia levantou para o telhado os olhos confiantes: — Tenho fé em São José que ainda chove! Tem-se visto inverno começar até em abril.”

Queiroz, Rachel de, 1910-2003. Q47q O quinze. Recurso eletrônico. Raquel de Queiroz. – Rio de Janeiro : José Olympio, 2012. p. 12.

Certamente, uma das principais características do clima semiárido do Nordeste brasileiro é a forte irregularidade sazonal e temporal associada ao comportamento dos sistemas oceano-atmosfera, que afeta as relações entre o clima, a vegetação e o ciclo da água. Considerando esses processos, pode-se afirmar corretamente que

(A) o ENOS tem induzido a ocorrência da formação de padrões sistemáticos regulares anuais na circulação atmosférica nos últimos 100 anos e, como consequência, observa-se um aumento da precipitação em grandes extensões do globo, principalmente nos trópicos, subtrópicos e extratópicos da América do Sul, da Europa e do Norte da Ásia.

(B) La Niña e El Niño são partes do mesmo fenômeno atmosférico-oceânico que ocorre no oceano Pacífico Equatorial e na atmosfera adjacente, denominado ENOS. Nos períodos em que o oceano Pacífico Equatorial está mais quente, podem ocorrer episódios de El Niño e, quando essa região do oceano apresenta temperaturas mais frias, ocorrem os episódios de La Niña.

(C) o gradiente de anomalias na temperatura do Atlântico Tropical intensifica a ação dos alísios, aumentando a acumulação de águas mais frias, além de controlar a posição latitudinal da Zona de Convergência Intertropical, que é o principal responsável pelo regime de chuvas no Ceará, favorecendo o seu deslocamento até o Trópico de Capricórnio.

(D) o El Niño provoca uma grande variabilidade climática interanual que se relaciona diretamente com a recarga dos aquíferos subterrâneos no semiárido brasileiro, promovendo, durante os períodos de estio, nas regiões de menor pluviometria, um aumento na recarga dos aquíferos, que, por sua vez, podem ser utilizados com uma boa alternativa para convivência com a seca na região.

QUESTÃO 19 — (UECE, 2023.1) — 2ª fase

“Estudos de avaliação dos impactos das mudanças climáticas sobre a estabilidade dos biomas predominantes no Brasil (OYAMA; NOBRE, 2003) indicam que o bioma Caatinga está entre os mais vulneráveis num cenário de aumento das temperaturas globais, o que coloca a Região Nordeste do Brasil em estado especial de alerta, uma vez que a vulnerabilidade do bioma Caatinga aos efeitos das mudanças climáticas representa um forte fator de pressão para a desertificação na região.”

Nobre, P. Mudanças climáticas e desertificação: os desafios para o Estado Brasileiro. Desertificação e mudanças climáticas no semiárido brasileiro. Lima, R. C. C.; Cavalcante, A. M. B.; Perez-Marin, A. M. Campina Grande: INSA-PB, 2011. p. 25.

Considerando a complexidade dos processos, os fatores ambientais e antrópicos na perspectiva da evolução das paisagens semiáridas do Nordeste brasileiro, pode-se concluir corretamente que

(A) a agricultura de sequeiro no semiárido, em condições climáticas pretéritas, já representavam uma incidência significativa de perda em virtude da variabilidade interanual do período chuvoso, em cenários futuros de aquecimento global, motivo pelo qual essas atividades deverão se tornar cada vez menos viáveis.

(B) a região Nordeste apresenta baixa variabilidade climática intrassazonal e interanual, de forma que os efeitos climáticos sobre os recursos hídricos influenciam diretamente o cotidiano das populações que enfrentam problemas de acesso e escassez de água e de alimento, o que, por sua vez, repercute na saúde das populações.

(C) os solos erodidos e sob o efeito da degradação não se tornam necessariamente mais vulneráveis às variações do clima, já que possuem uma baixa fertilidade natural, consequência dos longos período de estiagem. Contudo, a degradação dessas terras afeta negativamente a qualidade de vida das populações do semiárido.

(D) a ONU define o processo de desertificação como um processo natural, sem a intervenção antrópica, que leva à degradação de terras nas zonas áridas, semiáridas, úmidas e subúmidas secas do planeta, além de provocar a destruição da base de recursos naturais, como resultado das mudanças climáticas sobre o meio ambiente.

QUESTÃO 20 — (UECE, 2024.1) — 1ª fase

O Brasil tem registrado, no ano de 2023, uma série de eventos climáticos com consequências dramáticas, tais como a estiagem, causando a baixa dos rios na região amazônica, e a intensificação da ocorrência de ciclones extratropicais, causando alagamentos e deslizamentos na região Sul. Muitos estudiosos associam a maior recorrência desses eventos à ação do El Niño, que pode ser compreendido como

(A) o aumento de temperatura registrado sobre as florestas tropicais.

(B) o superaquecimento das correntes marinhas no entorno da região Sul do Brasil.

(C) o aquecimento incomum das águas superficiais em porções do oceano Pacífico.

(D) o aquecimento atípico das águas continentais ao redor do planeta.

QUESTÃO 21 — (UECE, 2024.1) — 1ª fase

A Organização das Nações Unidas (ONU) considera desertificação o processo de degradação das terras em zonas áridas, semiáridas e subúmidas secas, sendo resultado da ação combinada entre condições climáticas adversas e ações antrópicas. Como consequência, há a perda de produtividade das terras agricultáveis, desequilíbrios ambientais e diminuição da qualidade de vida das populações locais. Considerando, portanto, esse processo, bem como as condições geoambientais do estado do Ceará, assinale a opção que apresenta o(s) núcleo(s) geográfico(s) onde a desertificação ocorre mais intensamente no estado.

(A) Irauçuba, Inhamuns e Médio Jaguaribe

(B) Região Metropolitana de Fortaleza

(C) Planície Litorânea

(D) Chapada do Araripe

QUESTÃO 22 — (UECE, 2024.1) — 2ª fase

“Vírus zumbis podem surgir por conta do aquecimento global. À medida que as temperaturas globais sobem, vírus antigos podem reaparecer e representar riscos à saúde humana.”

National Geographic Brasil – 14/03/2023. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/03/viru s-zumbis-podem-surgir-por-conta-do-aquecimento-global

O processo e a respectiva consequência diretamente relacionados ao que foi estimado por pesquisadores, conforme descrito no trecho acima, se referem à(ao)

(A) degelo das camadas de permafrost, solo congelado, liberando matéria orgânica congelada e possibilitando o retorno à vida de microrganismos e de micróbios unicelulares que contêm vírus.

(B) aquecimento das águas superficiais e subsuperficiais marinhas, gerando o aquecimento das correntes marinhas e o retorno à vida de algas marinhas que contêm vírus.

(C) intensificação das temperaturas em áreas de florestas tropicais, ocasionando a liberação de microrganismos contaminados com vírus presentes nos caules das árvores e que chegam à atmosfera.

(D) lixiviação de componentes do solo ocasionada pelas chuvas torrenciais provocadas pelo aumento de temperaturas, o que leva à mutação de microrganismos que contêm vírus e à consequente contaminação de corpos hídricos.

QUESTÃO 23 — (UECE, 2024.2) — 2ª fase

Em Fortaleza, os ventos dominantes são de SE e E, mas ocorrem também ventos de NE no primeiro semestre do ano. Essa mudança fica bem marcada quando ocorre um fenômeno bem evidente de mudança de direção de pouso e decolagem dos aviões no aeroporto internacional Pinto Martins, onde geralmente a operação é feita de oeste para leste inverte-se, neste período, de leste para oeste; isso se deve ao seguinte fator:

(A) atuação do Ciclone Semifixo do Atlântico Sul, trazendo massas de ar oceânicas.

(B) influência das vertentes norte do Maciço de Baturité, através de fenômenos adiabáticos.

(C) penetração da Zona de Convergência Intertropical – ZCIT –, que registra o encontro dos ventos alísios.

(D) ocorrência do fenômeno ENOS no verão/outono, e do fenômeno La Niña no inverno/primavera do Hemisfério Sul.

QUESTÃO 24 — (UECE, 2024.2) — 2ª fase

A distribuição de energia solar, ou insolação, depende dos movimentos de rotação e translação da Terra. Esses movimentos são responsáveis pela recepção de calor e, consequentemente, pela distribuição da vida em torno do globo. Atente para o que se afirma a seguir a esse respeito:

I. A inclinação do eixo de rotação da Terra em relação a sua trajetória em torno do Sol é um dos fatos que determinam a ocorrência das estações do ano.

II. Quanto mais nos afastamos do Equador, menor a inclinação com que os raios solares incidem na superfície da Terra e maior, portanto, a área aquecida pela mesma quantidade de energia, o que torna as temperaturas mais baixas.

III. No solstício de verão, o dia é mais curto e a noite é mais longa; no solstício de inverno, a noite é mais curta e o dia é mais longo tanto para o Hemisfério Norte quanto para o Hemisfério Sul. É correto somente o que se afirma em

(A) I.

(B) II e III.

(C) I e II.

(D) III.

QUESTÃO 25 — (UECE, 2025.1) — 1ª fase

Pode-se chamar de deserto qualquer região estéril que sustente poucas formas de vida. Os maiores desertos do mundo são amplas regiões de clima árido marcadas pela escassez e irregularidade das chuvas, além da baixa umidade relativa do ar e da vegetação esparsa ou ausente. O maior deserto do mundo é denominado

(A) Antártida ou Antártica.

(B) Deserto do Saara.

(C) Deserto de Kalahari.

(D) Deserto do Vale da Morte.

QUESTÃO 26 — (UECE, 2025.1) — 1ª fase

Escreva V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir a partir da dimensão geográfica dos “desastres naturais” no Rio Grande do Sul no ano de 2024.

( ) As inundações que ocorreram em diversas cidades do Rio Grande do Sul revelam a pouca atenção às políticas relacionadas às questões ambientais que poderiam mitigar ou evitar desastres como este.

( ) Os impactos vivenciados pela população foram homogêneos, uma vez que as inundações impactaram vários municípios, cidades e zonas rurais, independente de diferenças socioeconômicas e classe social.

( ) As mudanças climáticas não têm relação com as inundações, pois o homem é separado da natureza e não interfere na sua dinâmica natural, sendo a natureza a responsável pelos problemas ambientais.

( ) As diferenças sociais de renda e raça se tornaram visíveis com as inundações, pois as populações mais vulneráveis que sofreram com perdas materiais e imateriais são, em sua maior parte, de pretos e pardos de baixa renda. Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

(A) V, F, V, F.

(B) F, V, V, F.

(C) F, V, F, V.

(D) V, F, F, V.

QUESTÃO 27 — (UECE, 2025.1) — 2ª fase

Os efeitos de mudanças climáticas podem ser sentidos diariamente com o aumento das secas, alagamentos, chuvas torrenciais em áreas desérticas, aumento do nível do mar e outros fatos que apontam para um desequilíbrio ambiental. Considere as seguintes afirmações sobre mudanças climáticas:

I. As mudanças climáticas são alterações nos padrões de temperatura do planeta, causadas apenas pela ação humana e de forma irreparável.

II. As ações de emissão de gases, poluição e desmatamento impactam o meio ambiente e geram as alterações no clima. No entanto, o aumento na temperatura não é a única consequência.

III. Enquanto algumas regiões podem ser afetadas pelas secas mais intensas, outras podem enfrentar períodos de tempestades mais severas.

IV. O Brasil por não pertencer ao chamado Grupo 20, que reúne 20 países responsáveis por 75% das emissões de gases do efeito estufa no mundo, foi escolhido como sede da COP30/2025. É correto o que se afirma em

(A) I, III e IV apenas.

(B) II e III apenas.

(C) I, II e IV apenas.

(D) I, II, III e IV.

QUESTÃO 28 — (UECE, 2025.1) — 2ª fase

O furacão, que é um ciclone de grande porte e comum em áreas onde as massas de ar ganham força em função da grande evaporação das águas oceânicas, especialmente nas regiões mais quentes, caracteriza-se pelos ventos muito fortes, com velocidade que pode ultrapassar 120 km/h, com um diâmetro que pode variar entre 200 km e 400 km. Ocorre na porção leste do oceano Pacífico ou no oceano Atlântico. Quando ocorre na porção oeste do Pacífico, recebe o nome de

(A) ciclone tropical.

(B) tufão.

(C) tornado.

(D) ciclone subtropical.

QUESTÃO 29 — (UECE, 2025.2) — 2ª fase

O fenômeno climatológico La Niña terá “vida curta” neste atual ciclo 2024-2025, de acordo com a última atualização da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Em atividade desde dezembro de 2024, esse fenômeno, influencia fases de chuva e de seca na América do Sul, além de atuar na regulação da temperatura do planeta. É característica principal desse fenômeno

(A) resfriar as águas do Pacífico equatorial.

(B) resfriar as águas do Pacífico setentrional.

(C) aquecer as águas do Pacífico equatorial.

(D) aquecer as águas do Pacífico meridional.

QUESTÃO 30 — (UECE, 2025.2) — 2ª fase

“Tempo e clima são elementos que se complementam na descrição do ambiente atmosférico. Esses conceitos, porém, referem-se a condições diferentes do ambiente, e usá-los como sinônimos é um equívoco. Tempo é o estado momentâneo das condições atmosféricas ou meteorológicas de um dado lugar em um determinado momento e está sujeito a variações. Clima é uma condição duradoura do ambiente atmosférico e equivale ao conjunto dos tipos de tempos mais comuns em um determinado lugar ao longo de um período de aproximadamente 30 anos”.

SOUSA, Rafaela. Diferença entre clima e tempo. Brasil Escola, 2021.

O clima é influenciado por elementos e por fatores climáticos que fazem com que a atmosfera tenha características distintas. Por esse motivo, há vários tipos de climas. A respeito dos fatores do clima, analise as assertivas a seguir.

I. Latitude e altitude

II. Maritimidade e continentalidade

III. Massas de ar e correntes marítimas

IV. Localidade geográfica São fatores do clima os aspectos apresentados em

(A) I e II, apenas.

(B) III e IV, apenas.

(C) I e IV, apenas.

(D) I, II, III e IV.

QUESTÃO 31 — (UECE, 2026.1) — 1ª fase

Em áreas mais elevadas, próximo à costa litorânea do Ceará, como é o caso da serra de Baturité, massas de ar úmidas originadas do oceano são constantemente impelidas contra as maiores altitudes. À medida que essas massas de ar sobem a encosta voltada para o mar, expandem-se, resfriam-se e perdem sua umidade na forma de intensas precipitações. No entanto, ao cruzar o topo e descer pela encosta oposta, o ar se torna mais quente e seco, criando uma área com características de semiárido, como é o caso da região de Canindé. Esse padrão climático específico é resultado direto do mecanismo denominado de precipitação

(A) convectiva, que causa o aumento da umidade na vertente de sotavento, favorecendo biomas úmidos.

(B) orográfica, que resulta na formação de uma área de sombra de chuva na vertente de sotavento.

(C) de monção, influenciada por mudanças sazonais na direção dos ventos dominantes.

(D) frontal, originada pelo choque de massas de ar com características térmicas e de umidade iguais.

QUESTÃO 32 — (UECE, 2026.2) — 1ª fase

As mudanças climáticas têm se constituído um dos maiores desafios para a humanidade por gerarem impactos significativos para o planeta. Isso tem se evidenciado, por exemplo, pelo aumento gradual da temperatura e pelos eventos climáticos extremos, trazendo importantes impactos socioambientais e socioeconômicos, que vêm sendo amplamente debatidos na atualidade. A esse respeito, analise as assertivas a seguir.

I. A COP 30, em 2025 ocorrida no Brasil, reforçou o papel estratégico do país nas discussões globais sobre mudanças climáticas, colocando a floresta tropical no centro do debate sobre o clima, valorizando a preservação ambiental, a bioeconomia e os saberes dos povos tradicionais.

II. Temas como a transição energética, o financiamento de ações em países subdesenvolvidos e a justiça climática foram discutidos na COP 30, tendo pela primeira vez a participação dos povos indígenas.

III. Embora com alguns avanços no debate sobre o clima global, ainda se observa o estímulo ao crescimento econômico no modelo de produção atual, podendo ser esse fato constatado pelo aumento das áreas de preservação ambiental e pela diminuição dos índices de desmatamento.

IV. Para além do potencial impacto nos ecossistemas, as mudanças climáticas podem ser vistas como uma oportunidade para transformações socioeconômicas significativas e para agilizar o desenvolvimento tecnológico em diversos setores, buscando a transição para uma sociedade mais sustentável. Assinale a opção que apresenta as assertivas corretas.

(A) Apenas I e III.

(B) Apenas II e III.

(C) Apenas IV.

(D) Apenas I, II e IV.

QUESTÃO 33 — (UECE, 2026.2) — 2ª fase

Compreender que vivemos em um mundo em transformação é essencial para toda a sociedade. Não estamos mais diante de previsões, mas de fatos concretos: recordes de alterações climáticas estão sendo registrados, trazendo consequências severas, como o aumento na frequência e intensidade de desastres ambientais, incluindo ondas de calor, incêndios florestais, secas e inundações, que afetam diretamente a vida de pessoas ao redor do mundo. Sobre as repercussões do aquecimento global, assinale a opção correta.

(A) A erosão costeira é um fenômeno global que afeta cerca de 70% das praias arenosas do mundo, intensificado por mudanças climáticas, elevação do nível do mar e ocupação desordenada, colocando em risco populações e infraestruturas.

(B) O derretimento das calotas polares, impulsionado pelo aquecimento global e diminuição severa das temperaturas oceânicas, atinge um ritmo acelerado, perdendo toneladas de gelo por ano.

(C) A ocupação desordenada da costa é o único fator responsável pelo recuo da linha de costa.

(D) O aumento das temperaturas oceânicas estabiliza o volume das calotas polares, evitando a subida dos mares.

QUESTÃO 34 — (UECE, 2026.2) — 2ª fase

O domínio morfoclimático da Caatinga, predominante no semiárido nordestino, apresenta vulnerabilidades ambientais acentuadas. Sobre o processo de desertificação nessa região, assinale a opção correta.

(A) A desertificação é um fenômeno natural, provocado pela escassez de chuvas e pelas altas temperaturas, sem relação com a ação humana.

(B) O uso intensivo do solo para agropecuária e o desmatamento da vegetação nativa para produção de lenha são fatores que aceleram a degradação e a perda de produtividade do solo.

(C) A predominância de solos profundos e ricos em matéria orgânica no semiárido brasileiro favorece o processo de desertificação, mesmo sem forte pressão antrópica.

(D) A desertificação no Ceará atinge apenas as regiões de serra, onde a umidade é maior, preservando as áreas de depressão sertaneja.

GABARITO

01 — C

02 — A

03 — A

04 — B

05 — B

06 — D

07 — A

08 — D

09 — D

10 — A

11 — D

12 — B

13 — A

14 — C

15 — C

16 — A

17 — A

18 — B

19 — A

20 — C

21 — A

22 — A

23 — C

24 — A

25 — A

26 — D

27 — B

28 — B

29 — A

30 — D

31 — B

32 — D

33 — A

34 — B

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