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23 de jun. de 2021

O surgimento, o auge e o declínio do Reino de Israel

 

Abraão é considerado o primeiro patriarca a liderar um grupo de hebreus. Seu filho Isaac e depois seu neto Jacó (que se tornou Israel) também se tornaram patriarcas. Israel deixou 12 descendentes, que deram origem às 12 tribos de Israel.

Após o retorno à Palestina, os hebreus se envolveram em disputas com povos vizinhos pelo controle da região. As sucessivas guerras fortaleceram os chefes militares, conhecidos como juízes, que acabaram assumindo o poder político. Para lutar contra os filisteus, as 12 tribos hebraicas decidiram se unir sob um mesmo chefe.

Saul foi proclamado como primeiro rei dos hebreus (por volta de 1010 a.C.) e formou o Reino de Israel. Sob o governo do rei Davi a cidade de Jerusalém foi transformada na capital do reino. Na nova capital, Davi centralizou o culto ao Deus único, convertendo o monoteísmo hebraico em religião do Estado.

Com Salomão, filho de Davi, o reino de Israel atingiu o auge de seu poder com o desenvolvimento comercial e o aumento dos impostos ampliaram as riquezas do reino. É dessa época a construção do Templo de Jerusalém, um centro simbólico da religião hebraica.

Os projetos de construção de Salomão exigiam altos impostos e prejudicaram gravemente as finanças do reino. Além disso, os homens eram forçados a passar um mês em cada três trabalhando no templo. As despesas e o trabalho forçado causaram muito descontentamento.

Como resultado, após a morte de Salomão, eclodiram diversos conflitos, a tensão entre as tribos em Israel levou à criação de dois reinos separados. O Reino de Israel era composto pelas dez tribos do norte e tinha sua capital em Samaria. Ao sul, o Reino de Judá consistia em duas tribos e tinha sua capital em Jerusalém.

A religião dos hebreus.

A religião dos hebreus.

Diferentemente dos demais povos da Antiguidade, os hebreus eram MONOTEÍSTAS, ou seja, acreditam na existência de um único deus (Yahweh, Javé ou Jeová) e é regida por preceitos morais rígidos. A base de sua crença estava na Torá, os cinco primeiros livros da Bíblia, que contêm os 613 mandamentos para a vida judaica. Entre eles estão os Dez Mandamentos, sendo considerados uma síntese das leis de Deus. Os mandamentos da Torá abrangiam praticamente todos os aspectos da vida dos hebreus, como a família, o trabalho, a alimentação e as obrigações religiosas, entre outros.

Tais escritos foram adotados pelos cristãos e constituem uma das principais fontes dos valores éticos das sociedades ocidentais.


20 de jun. de 2021

Os Fenícios: política, cultura, economia e curiosidades.

Por volta de 1100 a.C., após o declínio de Creta, os comerciantes mais poderosos ao longo do Mediterrâneo foram os fenícios. A Fenícia é a região que atualmente corresponde ao Líbano e ao norte do Estado de Israel. Os fenícios nunca se uniram em um país. Em vez disso, eles fundaram várias cidades-estados ricas em torno do Mediterrâneo que às vezes competiam entre si. As primeiras cidades da Fenícia, como Biblos, Tiro e Sidon, foram importantes centros comerciais.

Os fenícios eram notáveis construtores de navios e marinheiros (chamados Povos do Mar). Eles foram os primeiros mediterrâneos a se aventurarem além do Estreito de Gibraltar, navegando pelo Oceano Atlântico, chegando na costa sul da Grã-Bretanha.

Existem algumas evidências de um feito ainda mais notável: a circum-navegação fenícia da África. Segundo Heródoto, os fenícios navegaram ao redor do continente africano pelo Mar Vermelho e de volta pelo Estreito de Gibraltar. Essa viagem não se repetiu novamente por 2.000 anos.

Os fenícios partiram do mar Vermelho e navegaram no mar do sul [o oceano Índico]; sempre que chegasse o outono, eles plantariam e semeariam a terra, em qualquer parte da Líbia [África] em que pudessem vir, e ali aguardariam a colheita; então, tendo colhido a safra, partiram, de modo que passados ​​dois anos, foi no terceiro que contornaram os Pilares de Hércules [Estreito de Gibraltar] e chegaram ao Egito. Lá eles disseram (o que alguns podem acreditar, embora eu não) que, navegando ao redor da Líbia, eles tinham o sol em sua mão direita [na posição reversa].

HERODOTUS, em História, Livro IV (Século V a.C.)

Economia e Política:

As cidades fenícias tinham idioma e hábitos culturais semelhantes, mas não estavam unificadas em um único reino. Eram cidades-Estado, ou seja, detinham autonomia política e administrativa. Eram geralmente governadas por monarcas, em torno dos quais se encontravam uma elite formada por duas principais categorias: comerciantes e armadores(comandantes da marinha). Já as camadas populares eram artesãos, camponeses e escravos.

Entre os fatores que permitiram a expansão marítima desse povo destaca-se seu grande conhecimento náutico. Os fenícios conheciam as correntes

marítimas, o voo das aves marinhas, as rotas de migração de várias espécies de peixes e os ventos de cada região. Com essas informações, podiam afastar-se do litoral e atingir regiões longínquas, assim os eles comercializavam vinho, armas, metais preciosos, marfim e escravos. Eles também eram conhecidos como excelentes artesãos que trabalhavam em madeira, metal, vidro e marfim.

Sua tintura vermelho-púrpura era produzida a partir do murex, uma espécie de caracol que vivia nas águas de Sidon e Tiro. Um caracol, quando deixado para apodrecer, produzia apenas uma ou duas gotas de um líquido de cor vermelho-púrpura profundo.

Cerca de 60.000 caracóis foram necessários para produzir um quilo de corante, que apenas a realeza poderia pagar.

As cidades-estados mais importantes dos fenícios no Mediterrâneo oriental eram Sidon e Tiro, ambas conhecidas por sua produção de tinta vermelho-púrpura, e Biblos, um centro comercial de papiro. Os fenícios construíram colônias ao longo da costa norte da África e nas costas da Sicília, Sardenha e Espanha. A maior colônia fenícia estava em Cartago, no Norte da África. Colonos de Tiro fundaram Cartago por volta de 814 a.C.

 

O alfabeto Fenício:

Graças às relações comerciais mantidas com outros povos, os fenícios passaram por um crescente processo de miscigenação étnica e cultural, por meio do qual assimilaram aspectos culturais, artísticos e religiosos dos habitantes de outras regiões, como os egípcios e habitantes das ilhas gregas.

Como comerciantes, os fenícios precisavam de uma forma de registrar as transações de forma clara e rápida. Assim, os fenícios desenvolveram um sistema de escrita que usava símbolos para representar os sons. O sistema fenício era fonético, ou seja, um signo era usado para um som. Na verdade, a palavra alfabeto vem diretamente das duas primeiras letras do alfabeto fenício: aleph e beth.

Os fenícios, que falavam uma língua semítica, simplificaram sua escrita usando 22 símbolos diferentes para representar os sons de sua fala. Esses 22 caracteres, ou letras, podem ser usados para soletrar todas as palavras da língua fenícia.

Embora os fenícios não tenham sido os únicos a inventar um alfabeto, o deles foi importante porque acabou sendo transmitido aos gregos. Do alfabeto grego veio o alfabeto romano que ainda usamos hoje.

 

 

 


16 de jun. de 2021

A origem e localização geográfica do povo Hebreu.

 

 

Os hebreus eram um povo semi-nômade, pastores organizados em pequenos clãs ou tribos que, há milhares de anos, disputavam poços de água e terras de pastagem com outros povos do Oriente Médio. O hebraico falado por eles era uma língua semita, com origem na Mesopotâmia.

A localização geográfica do povo hebreu, conforme o relato do Pentateuco ou da Torá (os cinco primeiros livros da bíblia), é na Antiga Palestina, uma encruzilhada cultural do mundo antigo. Por terra, conectava a Ásia e a África, e dois grandes impérios, ambos ansiosos por se expandir. A leste ficava a Assíria e a Babilônia e a oeste o Egito. Os portos marítimos da Palestina abriam-se para as duas vias navegáveis mais importantes da época: o Mediterrâneo e o mar Vermelho. Os hebreus se estabeleceram em Canaã, que ficava entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo. Conforme a Bíblia, Canaã era à terra que Deus havia prometido a Abraão, patriarca do povo hebreu.

Abraão era um pastor que morava na cidade de Ur, na Mesopotâmia. O livro de Gênesis conta que Deus ordenou que ele movesse seu povo para Canaã por volta de 1800 a.C., estabelecendo um estilo de vida baseado no pasto de animais. Então, por uma seca por volta de 1750 a 1650 a.C., os descendentes de Abraão se mudaram para o Egito, onde foram escravizados até que Moisés surgiu os liderando de volta para Canaã, o que chamamos de Êxodo Hebreu.

Algumas interpretações de evidências arqueológicas recentes contradizem os detalhes do relato bíblico. É geralmente aceito, no entanto, que entre 1200 a.C. e 1000 a.C., os hebreus se organizaram em tribos e estabeleceram um reino unido conhecido como Israel.

 

 

 

 


9 de jun. de 2021

A questão abolicionista e a Proclamação da República do Brasil.



Cartaz de 1888, do acervo do Arquivo Nacional, comemorativo a Abolição da Escravidão no Brasil.
O movimento republicano só se transformou em força decisiva quando a monarquia perdeu o apoio dos grupos que a sustentavam: a Igreja católica, os militares e os cafeicultores do Vale do Paraíba.

 

O Exército Brasileiro  marcou de vez a sua entrada na política com a fundação  do Clube Militar do Rio de Janeiro, presidido por Deodoro da Fonseca, que, em outubro de 1887, enviou uma petição à princesa Isabel (então na regência do trono), solicitando que os militares não mais fossem recrutados para caçar escravos fugidos; diante da recusa da regente, o Exército assim mesmo decidiu não mais capturar tais fugitivos, alegando ser esta atividade uma imoralidade que denegria a imagem e a dignidade da instituição militar. Com isto, o Governo e os proprietários escravistas ficaram desguarnecidos para enfrentar a ação dos abolicionistas e dos escravos rebeldes, pois a Guarda Nacional estava praticamente desmobilizada e as forças policiais eram pequenas demais para conter a desordem geral.

 

Diante de tantas pressões e da situação caótica, a Coroa também decidiu fazer a sua parte. O primeiro passo foi demitir, em 10 de março de 1888, o gabinete do barão de Cotegipe, um conservador mais identificado com o escravismo, substituindo-o pelo de João Alfredo de Oliveira, também conservador, mas favorável à Abolição. Este, em 3 de maio, apresentou à Assembleia Geral um projeto que propunha a Abolição imediata, mediante indenização, e na condição de permanecerem os libertos trabalhando até a passagem da safra e de se fixarem por seis anos no município em que estivessem estabelecidos. A bancada abolicionista, que a esta altura já constituía ampla maioria, não estava, entretanto, disposta a aceitar condições, e o momento não era propenso a maiores delongas. Um novo projeto de lei foi, então, encaminhado ao Parlamento no dia 7 de maio; composto de apenas dois artigos, o primeiro declarava extinta a escravidão no Brasil e o segundo revogava as disposições em contrário. Tão crítica era a situação que só nove deputados (oito dos quais, da província fluminense) e seis senadores votaram contra a proposta. Assim, em 13 de maio, o projeto transformou-se na Lei Áurea, assinada pela regente Isabel, libertando cerca de setecentos mil escravos.

 

A Abolição foi recebida com festas nas ruas e nas senzalas de todo o país, mas ex-proprietários de escravos, principalmente os cafeicultores do Vale do Paraíba fluminense se viram arruinados muito rapidamente, ao passo que a maior parte dos cafeicultores do Oeste Paulista, mais dinâmicos, foram pouco afetados, visto já terem antes se desfeito de suas escravarias, substituindo-as por imigrantes europeus.

Com a Lei Áurea, o Governo imperial perdeu mais um de seus principais sustentáculos: os fazendeiros escravistas, sobretudo do Rio de Janeiro.

Irritados com a Abolição e ainda mais com a maneira como foi feita, sem indenização ou qualquer outra medida compensatória, passaram, em grande parte, a se desinteressar pelo destino da Monarquia, quando não a engrossar as fileiras da oposição ao regime, aderindo ao movimento republicano; eram os republicanos do 14 de maio ou republicanos de última hora, como os chamou José do Patrocínio.

 

ALGUMAS REFERÊNCIAS

HOLANDA, S. B. de (Org.). História geral da civilização brasileira. São Paulo: Difel, 1985-1997. 11 v.

LINHARES, M. Y. L. (Org.). História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1990

 


A Questão Militar - Militares e o Movimento Republicano Brasileiro.

 

Proclamação da República by Benedito Calixto 1893 (1 de janeiro de 1893)

O movimento republicano só se transformou em força decisiva quando a monarquia perdeu o apoio dos grupos que a sustentavam: a Igreja católica, os militares e os cafeicultores do Vale do Paraíba.

O Exército brasileiro foi o setor da sociedade mais beneficiado pela Guerra do Paraguai. Entretanto, durante o governo de D. Pedro II, o exército ocupou uma posição marginal na política brasileira. Os baixos soldos, a rígida disciplina da corporação e a lentidão nas promoções desencorajavam os filhos das elites a seguir a carreira militar. O exército tinha sua base formada basicamente de homens negros e pobres, geralmente sem nenhuma qualificação profissional, pouco considerados socialmente. A Guarda Nacional, uma milícia civil comandada pela elite agrária tinha mais prestígio o império do que o Exército.

Os militares mostravam-se bastante descontentes com essa situação, devido aos baixos pagamentos e lentas promoções. Durante a Guerra do Paraguai, os oficiais puderam conhecer a realidade das repúblicas platinas (Argentina e Uruguai), cujos exércitos ocupavam posição de primeira linha em todos os assuntos, inclusive na política. Não demorou muito para os militares brasileiros reivindicarem maior participação nas decisões de governo.

Na década de 1880, sucessivos atritos entre o governo e os militares envolvidos em questões políticas evidenciaram o objetivo militar de assumir um novo papel na cena política brasileira e desgastaram a relação entre o exército e a monarquia.

A Escola Militar da Praia Vermelha, do Rio de Janeiro, desempenhou importante papel nesse processo, e o tenente-coronel e professor Benjamin Constant tornou-se o principal divulgador do republicanismo no meio militar.

Constant e muitos militares eram seguidores da corrente de pensamento chamada, positivismo, que defendia o desenvolvimento técnico, científico e industrial do país, o qual só poderia ser alcançado com o fim do atraso representado pela monarquia.  Embora o regimento interno do Exército proibisse os militares de se manifestarem sobre assuntos políticos, o tenente-coronel gaúcho Sena Madureira criticou publicamente, em 1883, o sistema de aposentadoria proposto pelo governo aos militares.

As diferenças entre Exército e Império atingiram o limite em 1886, quando Sena Madureira se manifestou novamente sobre a política imperial num jornal gaúcho. O governo determinou uma punição e o encarregado de executá-la foi o marechal Deodoro da Fonseca, comandante da região, que se negou a cumprir a ordem de dom Pedro II.

 

 

ALGUMAS REFERÊNCIAS

HOLANDA, S. B. de (Org.). História geral da civilização brasileira. São Paulo: Difel, 1985-1997. 11 v.

LINHARES, M. Y. L. (Org.). História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1990

A Questão Religiosa - A Influência da Igreja Católica na Proclamação da República do Brasil.

Charge a respeito da Questão Religiosa. Diz a legenda: "S. M. [Sua Majestade] aproveitou a ocasião para, não desfazendo do macaroni do Papa, fazer valer as vantagens e excelência de uma boa feijoada" (Autor desconhecido, 1870)


O movimento republicano só se transformou em força decisiva quando a monarquia perdeu o apoio dos grupos que a sustentavam: a Igreja católica, os militares e os cafeicultores do Vale do Paraíba.

 

Sem o apoio necessário para se manter no poder, a Monarquia ficou enfraquecida e abriu-se o caminho para a proclamação da República.

Desde o período colonial, o poder civil e o religioso estavam unidos e, seguindo a mesma política que a Coroa Portuguesa estabelecia com a Igreja Católica, a Constituição de 1824 determinava a subordinação da Igreja Católica ao Estado. O imperador, por meio da Lei do Padroado, nomeava bispos e construía igrejas e, pela Lei do Beneplácito Régio, permitia ou proibia a aplicação das ordens papais no país.

Ao longo do século XIX, contudo, a Igreja buscou recuperar seu poder. Em 1864, por meio da Bula Syllabus, o papa Pio IX proibiu os clérigos de participarem da maçonaria e ordenou a expulsão de todos os maçons da igreja.  O objetivo do papa era extinguir a influência dessa sociedade na Igreja, já que eles influenciaram fortemente a ascensão das ideias iluministas na Europa. Todavia, por ser uma organização bastante forte no Brasil, ligada a alguns membros do governo, a aplicação da norma foi vetada por Dom Pedro II por meio do Beneplácito Régio, fazendo com que a relação entre a monarquia e a Igreja Católica entrasse em crise, sendo intensificada quando, na década de 1870, o imperador condenou dois bispos, o de Belém e o de Olinda, a quatro anos de prisão com trabalhos forçados, pois eles se recusaram a seguir as ordens imperiais e expulsaram os maçons em suas regiões.

A tensão criada entre a igreja e a monarquia foi sem precedentes, fazendo com que Dom Pedro II anulasse as condenações pouco tempo depois. O conflito com os bispos deixou clara a impossibilidade de se manter a união Igreja-Estado, e vários religiosos passaram a apoiar a causa republicana

Situações como essa caracterizaram a Questão Religiosa, que marcou o afastamento entre o clero católico e a monarquia.

 

 

 

 

ALGUMAS REFERÊNCIAS

HOLANDA, S. B. de (Org.). História geral da civilização brasileira. São Paulo: Difel, 1985-1997. 11 v.

LINHARES, M. Y. L. (Org.). História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1990

 


17 de mai. de 2021

Pirâmide Social do Egito






Os grupos sociais do Egito antigo se dividiam principalmente conforme o trabalho ou função social que cada um desempenhava.

 

Escravos: A prática de escravizar pessoas é antiga e existiu em diversas sociedades. De modo geral, chamamos de escravo aquele que está sob o domínio de um senhor. Este senhor pode utilizar o trabalho do escravo sem remunerá-lo, pode vendê-lo ou alugá-lo.  Os escravos no Egito antigo não eram numerosos, mas há evidências que prisioneiros de guerra eram forçados a realizar tarefas domésticas, até trabalhos em construções públicas e na mineração. Alguns historiadores afirmam que os escravos no Egito podiam ter alguns bens, casar-se com pessoas livres e até testemunhar com tribunais (Direitos Civis).

Camponeses: Também chamados de felás, era a base econômica da sociedade egípcia. Viviam em aldeias e dedicavam-se tanto à agricultura como à criação de animais. Cultivavam principalmente trigo (usado para fazer pães), cevada (para o preparo da cerveja), linho (para fazer tecidos), legumes, verduras e uvas (para fazer vinho). Também criavam bois, carneiros, cabras, porcos e, posteriormente, cavalos.  De acordo com alguns historiadores, os camponeses egípcios viviam em regime de servidão coletiva. Isso porque provavelmente a maioria deles estava ligada à terra que cultivava e era obrigada a entregar parte dos cereais, do linho e dos rebanhos como imposto ao governo. Além disso, era frequentemente convocada para trabalhar em obras públicas, como a construção de palácios, templos e pirâmides.

Artesãos: Eram aqueles que fabricavam cerâmicas, barcos, pães, roupas, joias, túmulos, etc. Eles recebiam a matéria bruta coletada pelos camponeses e a transformava em outros produtos.

Escribas (funcionários públicos): sabiam ler, escrever e contar. Eles geralmente trabalhavam nos palácios e nos templos copiando decretos do governo, contabilizando a saída e a entrada de mercadorias, anotando o pagamento das taxas e escrevendo obras literárias e religiosas.

Soldados (funcionários públicos): eram os militares que trabalhavam na segurança e expansão do território egípcio.

Sacerdotes: Eles conduziam as cerimônias religiosas, administravam os templos e recebiam as oferendas dos fiéis. Por isso, detinham muitas riquezas e exerciam forte influência política. Eles tinham a função de consolidar junto ao povo a ideia de que o faraó era a personificação e reencarnação divina do deus Hórus.

Faraó: O ponto mais alto da escala social era ocupado pelo faraó. Além de rei, eles eram considerados a reencarnação do deus Hórus, responsáveis por administrar, proteger e controlar o Egito. O faraó exercia controle de boa parte das terras e das atividades econômicas no Egito antigo, auxiliado por nobres, sacerdotes e funcionários do governo.

 

 

 

 

 


13 de mai. de 2021

A influência do Humanismo Cristão na Reforma Protestante

 

A influência do Humanismo Cristão na Reforma Protestante

Durante a segunda metade do século XV, o novo aprendizado clássico que fazia parte do humanismo da Renascença italiana se espalhou pelo norte da Europa.  Os humanistas italianos estavam muito interessados em reviver as línguas clássicas e os textos clássicos. Quando as ideias humanistas italianas chegaram ao norte, as pessoas as usaram para examinar os ensinamentos tradicionais da Igreja. Os humanistas do norte criticaram o fracasso da Igreja Cristã em inspirar as pessoas a viver uma vida cristã.

Essa crítica produziu um novo movimento conhecido como humanismo cristão. O foco do humanismo cristão era a reforma da sociedade. De particular importância para os humanistas era a educação. Os humanistas promoveram a educação das mulheres e fundaram escolas frequentadas por meninos e meninas.

Os humanistas cristãos acreditavam na capacidade dos seres humanos de raciocinar e se aprimorar. Eles pensaram que se as pessoas lessem os clássicos, e especialmente as obras básicas do Cristianismo, se tornariam mais piedosas. Essa piedade interior, ou sentimento religioso interior, traria uma reforma da Igreja e da sociedade. Os humanistas cristãos acreditavam que, para mudar a sociedade, eles primeiro teriam que mudar os seres humanos.

Os mais conhecidos dos humanistas cristãos foram Erasmo de Roterdã da Holanda e Thomas More da Inglaterra. Os dois eram amigos íntimos.

Em 1509, Erasmo escreveu sua obra mais famosa, o “Elogia da Loucura”. Este livro zombava de mercadores gananciosos, amantes deprimidos, estudiosos briguentos e padres pomposos. Erasmo acreditava em um cristianismo de coração, não de cerimônias ou regras. Ele achava que, para melhorar a sociedade, todas as pessoas deveriam estudar a Bíblia.

Erasmo buscou reforma dentro da Igreja Católica. Ele não queria se separar disso. Suas ideias, no entanto, prepararam o caminho para a Reforma. Como as pessoas de sua época diziam: “Erasmo pôs o ovo que Lutero chocou”.

Thomas More tentou mostrar um modelo melhor de sociedade. Em 1516, ele escreveu o livro Utopia. Em grego, utopia significa "nenhum lugar". Em inglês, passou a significar um lugar ideal, conforme descrito no livro de More. O livro é sobre uma terra imaginária onde a ganância, a corrupção e a guerra foram eliminadas.

More escreveu em latim. Conforme seu trabalho se tornou popular, os trabalhos de More foram traduzidos para uma variedade de idiomas, incluindo francês, alemão, inglês, espanhol e italiano.

11 de mai. de 2021

Fatores que levaram à Proclamação da República em 1889

 

Durante a maior parte do século XIX, o Brasil foi uma Monarquia governada por imperadores, inicialmente por Dom Pedro I e depois por seu filho Dom Pedro II, que governou o país por quase 50 anos.

Ideias republicadas já vinham sendo discutidas no Brasil desde o século XVIII. Movimentos como a Inconfidência Mineira (1789), A Conjuração Baiana (1798), a Confederação do Equador (1824) e a Guerra dos Farrapos (1835) propunham soluções republicanas. O fracasso dessas rebeliões, contudo, contribuiu para fortalecer a monarquia, primeiro sob o regime colonial, mais tarde, sob o império.

A situação começou a mudar a partir da década de 1870, quando diversos fatores políticos, econômicos e sociais se combinaram para abalar a estrutura na qual se apoiava o governo de dom Pedro II e o próprio império.

 

Fatores que geraram a crise na monarquia foram:

 

a) Economia

O processo de industrialização e o avanço do capitalismo na Europa exigiam cada vez mais mercados consumidores e trabalhadores livres, ou seja, não escravizada. Isso era fundamental para que os produtos industrializados fossem consumidos, inclusive pela própria mão de obra, mas também para existir o trabalho assalariado e que os trabalhadores fossem treinados para exercer funções determinadas e específicas na indústria ou nos campos. Ao longo do século XIX, o Brasil recebeu grandes investimentos e empréstimos estrangeiros, provenientes sobretudo da Inglaterra. Esses capitais foram investidos em infraestrutura urbana e construção de ferrovias. Todavia, o sistema capitalista inglês via na escravidão e na monarquia absoluta motivos que atrapalhavam o desenvolvimento. O Brasil sentiu a crise externa, fruto das transformações mundiais; e sua escassa industrialização dificultou a estabilização econômica. Outro fator de acentuação da crise foram as pesadas dívidas geradas em função da Guerra do Paraguai.

 

b) Escravidão

 A pressão contra o Brasil pelo fim da escravidão foi intensificada com a lei Bill Aberdeen, que autorizava os ingleses a aprisionar qualquer navio que traficasse escravos. Essa situação culminou na Lei Áurea, em 1888, que aboliu a escravidão. Assim, a elite agrária que lucravam com mão de obra escrava passaram a apoiar os republicanos, sendo chamados de republicanos de última hora.

 

c) Religião

Conforme a Constituição de 1824, o governo tinha o direito de intervir na nomeação de bispos e comprometia-se a pagar salário dos membros da Igreja (padroado). No entanto, as ordens do papa buscavam aumentar o poder da Igreja, em oposição ao crescimento das ideias liberais.

A crise intensificou-se entre o imperador Dom Pedro II e a Igreja Católica, por meio do Beneplácito Régio. O papa Pio IX ordenou que os maçons fossem expulsos da Igreja Católica, o que foi descumprido pelo Imperador. Dom Pedro II instituiu o Beneplácito Régio, em que nenhuma ordem papal teria valor sem autorização prévia do imperador.

Os bispos de Olinda e de Belém tentaram cumprir as determinações papais e foram punidos com a prisão. A grande massa da população, ligada à religiosidade tradicional, protestou contra as medidas imperiais, consideradas impiedosas. O imperador então retrocedeu, anulando a pena e anistiando os bispos, mas a alta hierarquia da Igreja se afastou do Estado imperial, reduzindo seu apoio ao regime monárquico.

 

d) Militarismo

Embora no campo econômico a Guerra do Paraguai tenha prejudicado a economia brasileira, no político os militares se fortaleceram por terem conquistado importantes vitórias. Passaram a exigir mais espaço político pressionando o governo de Dom Pedro II.

Os militares davam sinais de descontentamento. Os soldos estavam baixos e as promoções dos oficiais ocorriam mais por apadrinhamento do que por mérito. Como não podiam manifestar livremente suas opiniões políticas, entre 1883 e 1887 os militares demonstraram sua insatisfação através de atos de insubordinação e desobediência que, em seu conjunto.

 

 NO FIM

 No decorrer de 1889, Quintino Bocaiuva, chefe nacional do movimento republicano, procurou se aproximar dos militares em busca de apoio na luta contra a monarquia. No dia 11 de novembro, um grupo conseguiu convencer o marechal Deodoro da Fonseca a apoiar a causa republicana.

Ao mesmo tempo, os militares republicanos do Rio de Janeiro estabeleceram contatos com líderes civis de São Paulo, que apoiaram a ideia de um golpe para proclamar a República. Marcado para o dia 20 de novembro, ele foi antecipado porque, no dia 14, um major espalhou o boato de que o governo decretara a prisão de Deodoro da Fonseca e de Benjamin Constant.

Na manhã do dia 15, o próprio marechal Deodoro seguiu à frente de um batalhão em direção ao prédio do Ministério da Guerra, onde os ministros encontravam-se reunidos. Sem enfrentar nenhuma resistência, Deodoro depôs o gabinete e voltou para casa.

Os republicanos ficaram sem saber se o marechal havia derrubado a monarquia ou apenas o ministério. Para dirimir qualquer dúvida, o jornalista José do Patrocínio e outras lideranças dirigiram-se à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro e anunciaram o fim da monarquia no Brasil.

Ao ser informado dos acontecimentos, em seu palácio de Petrópolis, dom Pedro II ainda tentou organizar um novo ministério, mas acabou desistindo.

Na madrugada de 17 de novembro de 1889, embarcou com a família para Portugal. Dois anos mais tarde, morreu em Paris, vítima de pneumonia aguda, aos 66 anos.

 

A Proclamação da República foi um movimento do qual a população praticamente não participou. Nele estiveram envolvidos alguns militares, intelectuais e políticos. Um dos líderes republicanos, Aristides Lobo, chegou a afirmar que o povo assistiu a tudo bestializado, pensando que a movimentação das tropas conduzidas por Deodoro da Fonseca na manhã do dia 15 de novembro fosse simplesmente uma parada militar.

 

FONTE: Azevedo, Gislane. História: passado e presente / Gislane Azevedo, Reinaldo Seriacopi. -- 1. ed. -- São Paulo : Ática, 2016.

Golpe Republicano (1889)

 

Golpe Republicano (1889)

 

A partir dos anos 1870, a instituição da monarquia estava em crise. Diversos momentos políticos, como a Guerra do Paraguai, por exemplo, desgastaram a relação da monarquia com suas bases de apoio.

As diversas revoltas escravas que ocorriam pelo país também botavam em risco a continuidade da escravidão, que compunha a principal razão que sustentava o Império. Em 1888, na tentativa de impedir uma revolução social que retirasse das elites o poder político de decisão, o governo aprova a abolição da escravidão, o que desgastou suas bases de poder.

Diante do cenário, o governo imperial não possuía mais bases suficientes para se manter de pé. Em 1870, diversos membros da elite cafeicultora se juntaram na cidade de Itu e desenvolveram o Manifesto Republicano. Declaravam a vontade de estabelecer um sistema político que os aproxima mais do sistema vigente nos EUA do que das monarquias europeias, num esquema que possibilitasse o federalismo e a autonomia das elites regionais.

Com a crise do governo de Pedro II, gradativamente a monarquia possuía dissidentes que se aproximavam do grupo político republicano ligado às novas elites do Oeste Paulista.

Em 1889, um monarquista convicto, Marechal Deodoro da Fonseca, associado a deputados, militares e latifundiários, ingressa no movimento político pela república, mesmo que este não tivesse muita capilaridade social e, no dia 15 de novembro, quase sem a participação popular e com verdadeira descrição, proclama-se a instauração da República no país, fazendo a família real buscar exílio na Europa e realocando o centro do poder institucional no Brasil.

 

FONTE: NOGUEIRA, André. ALÉM DO CAÓTICO DIA DE 64: CONFIRA OS PRINCIPAIS GOLPES DE ESTADO DO BRASIL. 2021. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-golpes-de-estado-brasil.phtml. Acesso em: 31 mar. 2021.

 

 

10 de mai. de 2021

Egito no Período Pré-Dinástico (antes do surgimento dos faraós)

 

Egito no Período Pré-Dinástico (antes do surgimento dos faraós)

Os agrupamentos humanos que formaram as primeiras aldeias na região às margens do rio Nilo foram denominados de nomos. Eram independentes e estabeleciam relações, principalmente comerciais, com outros nomos. Os representantes e líderes dessas unidades eram os nomarcas, que exerciam função e chefe religioso e militar, além de serem responsáveis pela organização administrativa.

Grande parte da população dos nomos era formada por agricultores – os felás. Por isso, controle das cheias e vazantes do rio Nilo foram fatores decisivos para o aparecimento das primeiras cidades, que apresentavam um grau maior de complexidade. O rio também era o principal sistema de comunicação e de transporte. À medida que a produção agrícola crescia, o comércio se desenvolvia, o que propiciava condições para outros setores da sociedade evoluírem, como a cultura, principalmente na arquitetura. Para essa população, somente a ação dos deuses explicava o privilégio de morar em uma terra de abundância rodeada por áreas de seca e fome.

Os nomarcas mais eficientes na tarefa de garantir a alimentação de suas comunidades passaram a personificar os deuses protetores dos nomos. Assim, gradativamente, o poder político e administrativo dos nomos se fundiu ao poder religioso.

Por volta de 3500 a.C., os nomos foram unificados em dois reinos: o do delta e o do vale do Nilo – chamados de Baixo Egito e Alto Egito, respectivamente, cada um com sua própria capital, Sais e Tebas. Cerca de trezentos anos depois (3200 a.C.), o rei Menés (também conhecido como Narmer, Men ou Meni), do vale do Nilo, conquistou a região do delta. Pela primeira vez, houve a coroação de um faraó do Egito, ou seja, um soberano que seria a personificação e reencarnação do deus Hórus, filho de Rá, o deus do Sol. O faraó exercia função militar e política, além de assumir o papel de sacerdote, sendo encarado como um verdadeiro deus. O símbolo de seu poder era uma coroa dupla nas cores branca e vermelha, que representava a união das duas regiões em um único e centralizado império. A capital era Mênfis.

Nessa época, a autoridade máxima era o rei ou faraó, que tinha a função de manter a unidade, a ordem e a continuidade do Estado egípcio. Assim, foi criado um Estado forte, que impunha a ordem sobre os 42 nomos, subordinados ao governo central, cujos nomarcas tornaram-se representantes locais do faraó.

9 de mai. de 2021

O RIO NILO E O SURGIMENTO DA CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA

 

O RIO NILO E O SURGIMENTO DA CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA

 




Estudos arqueológicos revelam que a região do vale do rio Nilo já era habitada por grupos humanos desde antes de 10000 a.C. O Clima e a vegetação da região eram bem diferentes do que se conhece atualmente. Áreas que hoje fazem parte de desertos eram verdes e abrigavam animais como elefantes, girafas, avestruzes, antílopes, por exemplo. Devido às mudanças climáticas e ações humanas, um intenso e longo processo de desertificação ocorreu naquela área.

O rio Nilo começou a adquirir seu curso atual há cerca de 10 mil anos, iniciando a formação de oásis de 1200 quilômetros de comprimento por 10 a 20 quilômetros de largura. Por volta de 5000 a.C., caçadores da planície passaram a trabalhar com agricultura e o pastoreio, lançando os alicerces da economia agrícola dos povos egípcios.

Os egípcios são um dos povos mais antigos do mundo e que nasceu as margens do rio Nilo na África, que possui 6.671 quilômetros de extensão. Suas águas cortam o nordeste da África, uma região desértica, e transbordam todos os anos ocupando as margens, deixando-as férteis, especialmente por conta do húmus.

No período das cheias, as águas do Nilo inundavam as margens e depositavam no solo uma rica camada de húmus, uma substância produzida pela decomposição de restos vegetais e animais que fertilizava o solo. Quando o rio retornava ao nível normal, o terreno que foi inundado estava fértil e adequado para o cultivo agrícola.

Os egípcios começaram a criar técnicas agrícolas como a construção de canais de irrigação para levar as águas do Nilo até áreas mais afastadas de suas margens. Também construíram diques para armazenar água e barragens para se proteger de inundações mais fortes. Assim, permitindo uma agricultura diversificada, produzindo trigo, linho, cevada, uva, algodão, entre outros.

Por se localizar numa região ladeada pelo Mar Vermelho e pelos desertos da Arábia e da Líbia que serviam como barreiras naturais entre o Egito e outras terras, fazendo com que eles fossem forçados a viverem em uma porção de pequena da terra e reduzindo a interação com outros povos.  No entanto, o mar e os desertos serviam de proteção contra invasores.


DICA DE FILME: O Escorpião Rei (2002)


Ficção:
Em uma época bem remota, na cidade de Gomorra, Memnon (Steven Brand), um governante maligno, estava determinado em massacrar todos que fossem contrários a ele. As poucas tribos sobreviventes, que nunca foram aliadas, se viram obrigadas a se unir pois senão iriam perecer. Sabendo que seu inimigo depende das visões de um feiticeiro contrataram Mathayus (The Rock), um eficaz mercenário, para eliminar o vidente. Após ter se infiltrado no campo inimigo, Mathayus descobre que o feiticeiro é na verdade Cassandra (Kelly Hu), uma linda mulher. Ao invés de eliminá-la ele a leva para o meio do deserto, sabendo que os servidores de Memnon fariam qualquer coisa para resgatá-la e levá-la de volta. É exatamente isto o que acontece, pois Memnon ordenou que um alguns guerreiros comandados por Thorak (Ralph Moeller) o eliminassem, mas Mathayus conseguiu suplantar a todos. No entanto foi ferido com uma flecha, que tinha veneno de escorpião, ficando então entre a vida e a morte.

Referência histórica: Em 1999, os egiptólogos descobriram uma série de entalhes em um pedaço de rocha de cerca de 45 por 50 centímetros. A cena do quadro tem símbolos que podem se referir a um rei chamado Escorpião.

A rocha mostra uma figura carregando um bastão. Perto da cabeça da figura está um escorpião. Outro artefato, uma macehead, também mostra um rei com o símbolo do escorpião. Ambos os artefatos sugerem que a história egípcia pode remontar a cerca de 3250 a.C. Alguns estudiosos acreditam que o Escorpião é o primeiro rei a iniciar a unificação do Egito, representado pela coroa dupla mostrada abaixo.

 

FONTE: McDougal Littel - World History: Patterns of Interaction (2009)

 


12 de ago. de 2020

Surgimento da Universidade no Brasil

 

As Instituições de Ensino Superior, incluindo as Universidades, no Brasil têm um surgimento tardio em relação aos demais países colonizados no continente Americano, surgindo apenas no início do século XIX, quase três séculos mais tarde que a Studium Generale da ordem dominicana de 1518 (mais tarde se tornando a Universidade São Tomás de Aquino e atualmente, Universidade Autônoma de Santo Domingo) na República Dominicana; que a Universidade Nacional de San Marcos no Peru, fundada em 1551; e a Universidade Nacional Autônoma do México de 1553. Podemos também dar destaque a Universidade Nacional de Córdoba da Argentina de 1613; São Gregório Magno do Equador em 1620; a Pontifícia Universidade Javeriana da Colômbia em 1622; Universidade de San Felipe do Chile em 1622 (atual Universidade do Chile); e a Universidade de Harvard dos Estados Unidos em 1636.

Para ter uma formação de Ensino Superior, isto é, ser um graduado no Brasil nos três primeiros séculos de história de colonização, estudante da elite colonial portuguesa nascida no Brasil, tinham que se deslocar até a Universidade de Coimbra em Portugal. Na Colônia, o ensino formal estava a cargo da Companhia de Jesus, que focavam na formação do clero, educação básica para os filhos das classes mais abastardas e na catequização de povos nativos.

No entanto, e 1808, a Família Real Portuguesa veio de Lisboa para o Brasil. Quando chegou na Bahia, o então Príncipe Regente, Dom João VI, recebeu a solicitação para se criar uma Universidade no Brasil, tendo em vista que a Europa estava em contexto de domínio napoleônico.

Para isso, foi necessário captar recursos financeiros, assim, fazendo com que a cidade de Salvador sediasse o primeiro Curso de Cirurgia, Anatomia e Obstetrícia do país, mas com a transferência da Corte para o Rio de Janeiro, foram criadas uma escola de Cirurgia, Academias Militares e a Escola de Belas Artes, assim como outros espaços de grande importância acadêmica para essa cidade.

Só em 1827, anos depois da Independência do Brasil em 1822, foram criados dois cursos de Direito: um em Olinda na província de Pernambuco, e o outro em São Paulo.

Em 1832 foi criada a Escola de Minas em Ouro Preto, porém, só foi instalada 34 anos mais tarde.

No período imperial, foram apresentadas 24 projetos para a criação de Universidades nos moldes já existentes no "Velho Mundo" e em outros países do "Novo Mundo". Todavia, não foi criada uma universidade no Brasil. Isto talvez se deva ao alto conceito da Universidade de Coimbra, o que dificultava a sua substituição por uma instituição do jovem país. Assim sendo, os novos cursos superiores de orientação profissional que se foram estabelecendo no território brasileiro eram vistos como substitutos à universidade.

Foi só em 1920 que a Universidade do Rio de Janeiro veio a surgir (antiga Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, e atual Universidade Federal do Rio de Janeiro).

 

REFERÊNCIAS

EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL - Maria Susana Arrosa Soares (org.)

18 de mai. de 2020

18 de maio — Dia de Memória do genocídio do tártaro da Crimeia.


18 de maio — Dia de Memória do genocídio do tártaro da Crimeia.

No dia 18 de maio de 1944, sob a acusação de estarem cooperando com a Alemanha Nazista, pelo menos 190 mil pessoas (estima-se 191 044) de etnia tártara que viviam na Crimeia foram deportadas para regiões remotas da União Soviética a mando de Joseph Stalin.
Entre as pessoas deportadas estavam mulheres, crianças, inválidos de guerra e idosos foram levados a vagões cheios de migrantes, que tiveram seus registros apagados dos censos demográficos da URSS nos anos seguintes, sendo proibida qualquer menção aos tártaros da Crimeia. Uma etnia inteira foi condenada devido a alguns grupos, gerando um forte ressentimento contra o regime soviético e a Federação Russa até os dias atuais.

A história é muito mais sangrenta e dolorosa do que o breve resumo que contei.

REFERÊNCIAS
https://archive.org/details/tatarsofcrimeare0000unse
https://www.bbc.com/news/magazine-19815852
https://www.amnesty.org/download/Documents/204000/eur460021975eng.pdf
https://moises-de-oliveira.blogspot.com/2016/12/musica-e-geopolitica-no-eurovision-2016.html